
“O ESPÍRITO
DO INSTITUTO É O DO CONHECIMENTO, DA RENOVAÇÃO"
Ligado ao IEDE há 27
anos, o Dr. Amélio Matos fala com carinho dos mestres
e colegas com quem convive e conviveu.
Por Beth P. Santos
No
início de 1977 o Dr. Amélio estava aprovado para a Residência
e pós-graduação no IEDE. Decidiu, no entanto, ir a São Paulo
("eu achava que lá era a Meca da medicina brasileira") inscrever-se
na prova para residente do Hospital das Clínicas. Na capital
paulista, ouviu do Dr. Bernardo Leo Wajchenberg o comentário
que definiria os rumos de sua vida: que o IEDE era, já naquela
época, o melhor centro de formação de endocrinologistas clínicos
do Brasil. Acabaram-se ali suas dúvidas. Desde então, há 27
anos, ele está no Instituto.
No IEDE, afirma hoje, a primeira "grande figura" que o marcou
foi o Dr. Luiz César Póvoa. "Não só por ser o diretor na época,
mas também pelo tamanho, pela presença", que o impressionaram.
"O fato é que tínhamos medo dele", comenta bem humorado. Pouco
mais de um ano depois foi convidado para ser assistente em
sua clínica particular, onde ficou por 14 anos. Ali percebeu
que a figura severa "era apenas uma capa, ele é extremamente
afável, fácil de lidar".
A Maior Influência
A segunda pessoa que marcou o Dr. Amélio Matos em sua passagem
pelo Instituto foi o Dr. José Scherman. "Sob o ponto de vista
da formação, da mentalidade clínica de endocrinologista, foi
a maior influência, a maior aquisição". Lembrado por todos
como o que cobrava demais, mas também doava demais, ele era,
segundo Dr. Amélio, o típico professor, "cujo objetivo na
vida era ensinar aos mais jovens os segredos da especialidade".
Que aluno não se recorda de seu jeito extremamente rígido,
("às vezes grosseiro"), extremamente irônico? "Mas seu objetivo
era só ensinar, ajudar", defende Dr. Amélio. Um pouco mais
tarde ele sentiu que estava sendo marcado sob pressão pelo
professor, e reclamava com os colegas veteranos. Estes aconselhavam
que tivesse calma, "pois ele só investe em quem acredita".
De fato, começou a ser cada vez mais solicitado pelo mestre.
"O último trabalho publicado pelo Scherman, sobre Déficit
de Crescimento em Crianças com Cushing Iatrogênico, foi com
minha co-autoria", recorda. "Ele formou várias gerações de
profissionais dentro do IEDE".
Fonte da Juventude
A terceira pessoa que impressionou o Dr. Amélio no Instituto
("e que me impressiona até hoje") é o Dr. Raul Faria. "Ele
é a Fonte da Juventude na qual todos que entram no IEDE bebem.
É sua espinha dorsal. Todos vão sugar suas veias para beberem
deste espírito da juventude, que conserva muito bem em sua
idade. Se eu tivesse que resumir, diria que o Raul é o IEDE,
ou o IEDE é o Raul. Ele tem sido meu amigo todos esses anos,
mas isso não é privilégio meu".
Convivência com Colegas
Uma das boas lembranças da época em que foi aluno do IEDE,
segundo Dr. Amélio, é a da gostosa convivência com os colegas.
Lembra com visível prazer daqueles mais próximos: Ademir,
o "Deminha", de Campo Grande; Homero Ferraz, o "Mereta", de
Poços de Caldas; e Eliane Saad, do Rio, "um trio de grande
amizade, que alternava as caronas para irem diariamente ao
IEDE", recorda. Outros nomes lhe vêm à memória, carinhosamente:
Regina Ferraz, Rosana Corbo ("uma referência em câncer de
tireóide"), Rosalia Filizola (professora da Universidade Federal
da Paraíba"), "nosso querido Estênio Dantas, também da Paraíba".
No grupo do Staff, Amanda, Maria Lúcia, Ricardo Meirelles
e Antônio Carlos Bonnacorsi (já falecido), "que era excelente
andrologista e extremamente divertido".
Ponto Positivo
Sobre o ambiente do IEDE, Dr. Amélio comenta que sempre se
sentiu acolhido por todos. "Gosto de participar, discutir,
polemizar, mas os colegas compreendem e isto me ajudou e me
ajuda muito. Permitiu que eu continuasse crescendo", afi rma.
Outro ponto positivo do trabalho no Instituto, segundo ele,
é o convívio: "Adoro lidar com os novos alunos. Se existe
uma coisa que me fascina no IEDE é essa juventude o tempo
todo atrás da gente. O IEDE se mantém jovem através das novas
gerações", fi naliza.
“Adoro lidar com os
novos alunos . O IEDE se
mantém jovem através
das novas gerações”
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