
"A MEDICINA ME FASCINOU DESDE CRIANÇA"
O Dr. Tadeu de Almeida Lima relembra, nesta entrevista, desde a vontade
de ser médico dos tempos da infância até os 20 anos em que esteve no IEDE.
Por Flávia Garcia
O
Dr. Tadeu de Almeida Lima passou mais de 20 anos envolvido
com o IEDE, tem ótimas recordações e sente saudades da época
em que estava diariamente com seus colegas de classe e profi
ssão. Sempre interessado em pesquisas científicas, atualmente
é chefe do Serviço de Endocrinologia, Nutrição e Diabetes
(SEND), do Centro Médico do Barrashopping, e diretor- presidente
da Medilabs S.A. - Medicina Nuclear, Densitometria e Laboratórios.
Além disso, exerce parceria de pesquisa em Osteogênese Imperfeita
com o Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz).
Carioca, nascido em 1951, desde a infância assinava as cartas
e bilhetes para sua avó como "doutor Tadeu" e dizia para todos
que seria médico. Acredita que o fato de seu pai ter sido
farmacêutico, a quem observava cuidar das pessoas, o incentivou
e o instigou a também trabalhar em prol da cura. Assim, se
formou em 1975, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ). Por coincidências do destino, tem parentes com disfunções
endócrinas, mas estes casos não tiveram nada a ver com a escolha
de sua especialidade.
Espírito Investigador
Seu contato com o IEDE começou na época da faculdade, ao entrar
para a monitoria do laboratório de Medicina Nuclear - LMN
(idealizado pelo grande amigo e brilhante endocrinologista
Dr. Luiz Carlos Galvão Lobo). E, como o laboratório era o
setor da Universidade responsável pela cadeira de Fisiologia
Endócrina, assim "me dediquei ao ensino e pesquisa básica
no Instituto de Biofísica da UFRJ de 1971 a 1975". Posteriormente
a chefi a do LMN passou para Dra. Doris Rosenthal e o Dr.
Jaques Fridman, ambos do Serviço de Medicina Nuclear do IEDE.
Desse modo, desde estudante começou a fazer pesquisas com
tireóide, pesquisas básicas de laboratório, e outras, em conjunto
com o IEDE. No último ano da faculdade começou a trabalhar
com genética médica com "uma das cabeças mais brilhantes da
medicina que já conheci", que é o Dr. José Carlos Cabral de
Almeida. Afirma que todos os professores e endocrinologistas
com quem tinha contato na UFRJ, principalmente o incentivo
do Dr. Jaques Fridman, o levaram a fazer residência no Instituto.
"O IEDE sempre foi o melhor centro de referência em endocrinologia
no Rio de Janeiro", completou. Por isso, foi aluno do IEDE
de 1976 a 1980, passando a atuar como médico do Instituto
de 1980 a 1996.
Amizades Continuadas
Atualmente, sua ligação com o Instituto é apenas
afetiva. Mantêm contato com alguns amigos que fez
naquele tempo, tanto professores quanto colegas de
classe, como por exemplo com os doutores Luiz César
Póvoa, Maurício Barbosa Lima, Cláudio Hoineff,
Ivan Ferraz e Raul Faria, dentre outros.
Ele tem muitas lembranças de sua época de residência e uma
delas, que relata com bom humor, é do tempo do inicio de seu
curso no IEDE. O Dr. José Scherman - um dos grandes idealizadores
do Instituto, segundo o Dr. Tadeu - chegava no hospital entre
7h e 7:10h da manhã e ficava controlando o horário em que
os alunos chegavam. Às 8:01h ele ia no livro de ponto e assinalava
os que ainda não haviam chegado. "Quando estes chegavam, o
Dr. Scherman abria a porta dizendo - 'boa noite, doutor Fulano'.
Ele era um clínico excepcional, mas bem rigoroso com o horário",
lembrou.
"É impossível não lembrar também das famosas
tardes de quarta-feira, em que, após o término do
ambulatório, íamos - eu e os Drs. Cláudio Hoineff e
Humberto Paiva - para o nosso tour gastronômico,
elaborando o "Guia dos Botequins da Cidade do
RJ". "Onde falavam que o boteco era bom, íamos
conferir e classifi car". Posteriormente chegaram
'as meninas', as Dras. Márcia Marinho e Luciènne
Targat. Aliás, esse guia foi motivo de curiosidade da
jornalista (e então grande conhecedora do assunto),
Danúsia Bárbara.
Agenda Cheia
Por falta de tempo, ultimamente não tem freqüentado os encontros
anuais do IEDE. Porém, sente saudades e acredita que o mais
interessante nestes encontros é rever os amigos de longa data,
saber das novidades e o que eles andam fazendo pelo Brasil
afora. Mesmo com a agenda sempre cheia, procura ir a todos
os congressos brasileiros e simpósios relacionados às suas
áreas de trabalho, na intenção de se manter atualizado. |
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