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METABOLISMO ÓSSEO, MENOPAUSA, RESISTÊNCIA INSULÍNICA E lEPTINA

NEJM 2005;353 :164-71 e 353:595-603

Rodrigo O. MoreiraÉ extremamente interessante observar o espaço que o NEJM vem dando para o metabolismo ósseo nas últimas edições. Dentre os diversos artigos publicados, incluindo alguns sobre novos tratamentos para osteoporose, duas revisões chamam rapidamente a atenção. Primeiro, o artigo publicado pelo Dr. Lawrence G. Raisz ("Screening for Osteoporosis") faz uma ótima revisão sobre os métodos de imagem e laboratoriais para o diagnóstico da osteoporose. Em continuidade, o Dr. Clifford J. Rosen ("Postmenopausal Osteoporosis") publicou excelente artigo em que discute todos os aspectos do tratamento da osteoporose pós-menopausa. Através de um pequeno caso clínico, o autor discute diversas opções farmacológicas e não farmacológicas para o tratamento da paciente, além de, no final do artigo, incluir um pequeno sumário das recomendações das principais sociedades sobre o assunto.

JAMA 2005;294: 4- 41
Não podia deixar de fora um dos assuntos mais importantes do momento, a resistência insulínica. Embora com as mudanças recentes a obesidade, principalmente a visceral, tenha sido implicada como principal causa da maioria das comorbidades, isto não parece ser totalmente certo. O Dr. Erik Ingelsson e cols recentemente demonstraram que a resistência insulínica é um fator independente para a ocorrência de insuficiência cardíaca congestiva - ICC ("Insulin Resistance and Risk of Congestive Heart Failure"). Mais do que isso, os autores sugerem que a relação previamente estabelecida entre obesidade e a ICC parece ser mediada principalmente pela resistência insulínica.

Lancet 2005; 366:409-21 e Ann Inter Med 2005; 142:1003-13
mantendo ainda o foco na menopausa, dois artigos publicados recentemente apresentam importantes considerações sobre o tema. Mais do que isso, ele nos ajudam a responder à seguinte pergunta: O que fazer para tratar os sintomas da menopausa? Enquanto o artigo publicado no Lancet pela Dra Martha Hickey e cols ("Treatment of menopausal symptoms: what shall we do now?") o faz através da análise das diversas opções (inclusive apresentando um painel com um resumo de todas as recomendações), o consenso elaborado pelo National Institutes of Health ("National Institutes of Health State-of-the-Science Conference Statement: Management of Menopause-Related Symptoms") tenta responder a cinco diferentes perguntas e, com isso, fornecer as recomendações específicas. Depois de todas as mudanças ocorridas recentemente, estes artigos são imprescindíveis a qualquer endocrinologista que trabalhe com reposição hormonal e climatério.

Lancet 2005; 366:74-85
Finalmente, para aqueles que gostam um pouco de fisiopatologia, aí vai uma excelente sugestão. O Dr. Jean L. Chan e cols fazem uma excelente revisão sobre a leptina e seus mecanismo de regulação, principalmente nos estados de desnutrição e anorexia nervosa ("Role of leptin in energy-deprivation states: normal human physiology and clinical implications for hypothalamicamenorrhoea and anorexia nervosa").

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