
ENDOCRINOLOGIA NA NIGÉRIA
Membros que somos da Sociedade Internacional de Endocrinologia
(ISE) - que fará com que seu Congresso Mundial seja realizado
em 2008 no Brasil -, acho que devemos saber como vai a Endocrinologia
no mundo. A Nigéria, rico país africano, membro da OPEP, tem
no Diabetes o maior foco de sua Endocrinologia. Há quatro
anos tinha predominância de 2.2%, quase todos os casos na
área urbana. No entanto, era responsável por 11% das internações
hospitalares, uma vez que 25% dos casos diagnosticados já
tinham complicações.
As tireoidopatias vêm em 2° lugar, 90% dos casos em mulheres,
sendo a doença de Graves a mais comum em mulheres em fase
reprodutiva.
Tratamento Problemático
No entanto, radioimunoensaios de rotina não estão disponíveis.
Não existe na rede pública centros de Medicina Nuclear, havendo
só um privado e de acesso dos ricos.
Acromegalia e Doença de Cushing são situações de tratamento
problemático, não havendo fundos governamentais para pesquisa,
apenas pequenos esforços particulares.
A Sociedade Nigeriana de Endocrinologia e Metabolismo (NSEM)
tenta modificar esta situação desde sua fundação, em 1978.
Tem 120 membros, entre médicos, cirurgiões, bioquímicos, fisiologistas,
anatomistas, nutricionistas e enfermeiros.
Ênfase na Educação
A Sociedade promove pesquisas, formula diretrizes e apóia
as linhas da política governamental ligadas a problemas da
área. Isto significa que pacientes nigerianos poderão ter
bom atendimento, desde que enviados a núcleos selecionados
pela NSEM, em tempo adequado. Daí a ênfase na educação.
A sociedade tem encontros periódicos e suas atividades poderão
ser acessadas em www.nsem.org.
Estas informações são baseadas em artigo publicado na revista
The Endocrinologist, assinado pelo Dr. Ayode Adedokun, da
Laqos Stade University Teaching Hospital, Nigéria.
Estes são problemas que sabemos existir, sobretudo em países
africanos, que acho já superados em nosso país com o auxílio
de nossa SBEM.
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