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"O INSTITUTO FOI E É A MINHA CASA"

O Dr. Marcos Troian foi para o IEDE, na década de 70, finalizar sua graduação por ser um centro de formação conceituado. Hoje ele diz que o diferencial do Instituto "é sua parte humanística".

Por Flávia Garcia

Dr. Marcos TroianA O Dr. Marcos Troian escolheu a cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente o IEDE, para fazer o estágio final da sua graduação. Acabou ficando para a Residência. Na época, o último ano da graduação era franqueado para que os alunos pudessem estagiar onde quisessem. Dentre as várias recordações que guarda do Instituto, ele citou as provas mensais e as saídas noturnas em turma.

Durante os dois anos nos quais o Dr. Troian esteve no Rio de Janeiro - entre 1972 e 74 - ele morou, na realidade, em Niterói. Atualmente mora na sua terra natal, em São Lourenço do Sul / RS. É Professor Adjunto e responsável pelo ensino de diabetes no curso de Medicina e pelo Serviço de Diabetes e Síndrome Metabólica do Hospital da Universidade Federal de Santa Maria. É também delegado da SBD, pelo estado do RS, e faz parte da diretoria da SBEM-RS. Na universidade, é ainda vice-diretor do Centro de Ciências da Saúde.

Professores Marcantes
Na época os professores titulares eram Jaime Rodrigues, José Schermann e Francisco Arduíno. Mas os demais - Luiz Cesar Póvoa e Maurício Barbosa Lima, que, segundo o Dr. Troian, é uma das pessoas de maior raciocínio clínico - eram destaque na preferência entre os alunos. “Eles foram as pessoas que se destacaram na nossa formação, pela amizade. Não só pela parte científica. Eles participavam das confraternizações da turma. São grandes amigos”.

Amizades Continuadas
Sua turma era formada pelos cariocas Ricardo Meirelles, Amanda Athayde, Maria Lúcia Fleuis e Leão Zagury (que apesar de ser de uma turma mais adiantada, ficou muito próximo do grupo). Outras amizades que iniciaram no IEDE são Antônio Conceição e Bruno Urbinati, do Pará; Adriana Costa e Forti, do Ceará; Perceu de Carvalho, do Espírito Santo; e Maria Cristina Actis, da Bahia. Com o Marcos Tadeu, da Paraíba, a amizade surgiu pois ambos moravam em Niterói e eram companheiros, diariamente, no trajeto da barca Rio-Niterói, na época conhecida como Cantareira.

Lembranças do Rio
O Dr. Troian guarda na memória muitas histórias dos tempos da Cantareira. “Eu acompanhei a construção da Ponte Rio-Niterói da barca. Na época o aerobarco, a alternativa rápida, era uma novidade e muito caro. Foi na Cantareira que eu aprendi a ler jornal. Eram trezentas pessoas, acotoveladas uma na outra, lendo o Jornal do Brasil. Eu, ao invés de me irritar com a demora da travessia de Niterói até o Rio e o IEDE, ia lendo o JB”. Outra lembrança marcante para ele eram as “figuras” que sempre apareciam na barca, levantando no meio da viagem e fazendo “discursos” sobre todos os assuntos. Uma loucura.

Vivência no IEDE
"Na época, no IEDE eram feitas avaliações quase mensais e nós saíamos de lá e íamos para Copacabana, onde ficávamos até as 3 ou 4 horas da madrugada. O IEDE foi e é a minha casa, principalmente pelas pessoas. A parte de serviço é 100%, mas o diferencial é a sua parte humanística. Outras pessoas, de outras turmas, e uma série de colegas que fazem do IEDE o que ele é hoje merecem reconhecimento".

Especialização Cientifica
“A Medicina precisa sempre de atualização, as coisas mudam tão rápido que pouca coisa, do que a gente aprendeu no curso de graduação e pós-graduação, se aplica hoje. Mas é uma base indispensável”, comentou o Dr. Troian.

No IEDE teve influência dos amigos Francisco Arduíno e Leão Zagury que o direcionaram para o diabetes. “Eu fazia a parte de Endocrinologia Geral e Diabetes. Hoje estou me direcionando 80 a 90% para o Diabetes e a Síndrome Metabólica. Há dois anos criei o Ambulatório de Síndrome Metabólica no Hospital Universitário e estou trabalhando na prevenção”.




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