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"O APRENDIZADO CONTÍNUO É A MARCA DO IEDE"
O Dr. Edmundo Kreisner fala de suas referências na Medicina, declara
admiração ao Rio de Janeiro e conta sua experiência no Instituto.
Por Elis Galvão
O
Dr. Edmundo Kreisner vive em Porto Alegre, onde divide o tempo
entre sua clínica privada e o Hospital Materno Infantil Presidente
Vargas. Neste, é responsável pela unidade de Endocrinologia
Pediátrica e pelo atendimento às crianças com hipotireoidismo
congênito em todo Estado do Rio Grande do Sul.
Ele ingressou no IEDE no início de 1977 e permaneceu lá
até o final de 1978. Entre as melhores lembranças desse período,
destaca a sua formação como endocrinologista, a oportunidade
de ter convivido com pessoas de destaque no campo da Medicina,
a possibilidade de trabalhar e conviver com o Dr. José Schermann
e, sobretudo, o casamento com Rejane, além do nascimento do
seu primeiro filho, Paulo Eduardo. Tudo isso aconteceu no
Rio de Janeiro, cidade que considera a mais bela do mundo:
"É abençoada pela natureza".
Interesse pela Medicina
O fascínio pela Medicina surgiu quando estava concluindo
o curso científico, equivalente, hoje, ao segundo
grau. Sua formação acadêmica foi realizada
na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Após a conclusão, fez um ano de residência em
Medicina Interna no Hospital das Clínicas de Porto
Alegre (HCPA), vinculado à universidade.
A Turma do Instituto
Nos quase dois anos de IEDE, o amigo inseparável do Dr. Kreisner
era o também gaúcho Luis Alberto Susin, atual vice-presidente
da SBEM. Outros: Rosana Corbo, Maria Alice Bordallo, Cencita
Cordeiro, Amélio de Godoy, Regina Ferraz, Raimundo Sotero
e Stenio Dantas.
"Ainda mantenho contato com o Susin e sua família. Com os
demais, os encontros se dão nos eventos científicos, onde
também tenho a alegria de me reencontrar com meus professores".
Entre eles figuram os Drs Ricardo Meirelles, Amanda Valeria,
Mauricio Barbosa Lima, Leão Zagury, Maria Lucia F. Farias,
Doris Rosenthal, Luiz César Póvoa. E não há como esquecer
do Dr. José Scherman. Este, segundo Dr. Kreisner, "um ícone
para toda essa geração", com quem, acrescenta, teve o privilégio
de trabalhar como assistente.
Quando questionado sobre como todos eram naquela época, diz
sem hesitar: "Bem mais jovens do que somos hoje! Os amigos
do IEDE são todos queridos e sempre afetuosos em nossos reencontros.
Reencontrar Ricardo, Mauricio, Amanda e os demais é sempre
agradável".
Referências e Aprendizado
Sua grande referência na Medicina, do período em que viveu
no Rio de Janeiro, é o professor Scherman, lembrado pelo conhecimento
e humildade. No Rio Grande Sul, é o Dr. Jorge Luis Gross,
seu orientador durante o doutorado em 2003.
"Lembro de um episódio engraçado e ao mesmo tempo tocante:
na semana que antecedeu minha defesa de tese de mestrado,
em 1981, correu o boato que uma funcionária do Instituto jurou
ter visto o professor Scherman - à época, já falecido - perambulando
de jaleco pelos corredores. Comentaram que ele voltara para
assistir minha defesa de tese. Essa história me emocionou
e, na minha apresentação, as lembranças e a gratidão me fortaleceram".
Segundo Dr. Kreisner, o IEDE, além da formação sólida, lhe
deu os instrumentos necessários para o desempenho de suas
atividades como médico endocrinologista e para buscar sempre
novos conhecimentos.
O Diferencial
Embora não saiba precisar o que mudou no IEDE, comentou que
o que não mudou foi a forte identidade e os laços que cada
um dos seus alunos, mais jovens ou mais velhos, mantém com
a Instituição. Para o Dr. Kreisner, o diferencial do Instituto
continua sendo a ênfase na formação clínica dos alunos, mesmo
diante de todas as limitações que a conjuntura atual impõe,
e das questões ligadas ao estímulo à pesquisa.
"Nos últimos tempos, em função de diversos envolvimentos,
meus contatos com o IEDE têm sido menos freqüentes. Mas pretendo
participar dos próximos Encontros Anuais. Independente disso,
o vínculo afetivo e de gratidão para com a Instituição e para
com os amigos, ex-colegas e ex-professores é eterno", concluiu. |
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