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"UM ALUNO INQUIETO E INTERESSADO"
Bem humorado e com fama de desligado, O Dr. Massimo Pirfo
lembra venturas e dificuldades vividas no IEDE.
O
Dr. Massimo Pirfo, radicado em Belo Horizonte, MG, foi “apresentado”
ao IEDE por Eduardo Pimentel que era, segundo ele, o “certinho”
da sua turma. “Como vasculhou o país para escolher
o melhor lugar, fui na sua carona. Sua fama de “certinho”
mudou depois de passar na mesma residência que eu”,
brinca.
Nos primeiros seis meses morou escondido, com o colega Manuel Faria,
no quarto de plantão do IEDE, pois guardava dinheiro para o seu casamento,
ocorrido logo depois. Dr. Massimo foi aluno do IEDE em 1974 e 1975.
O Ensino Rigoroso
A rigidez do curso também foi lembrada. “O ensino
do IEDE era intenso e cheio de cobranças. Começava
na segunda-feira, quando o Dr. Schermann analisava os prontuários
da semana anterior”. Segundo ele, “isso provocava
críticas irônicas sobre as “burradas”
dos alunos e um tremendo constrangimento da “vítima”
escolhida”, conta.
O Dr. Massimo recorda, sobre as provas, que as notas eram expostas no
ambulatório: "Apesar do meu bom humor e do pseudo-relaxamento, era uma
pessoa estressada e, por várias vezes, fiquei entre os alunos com as notas
mais baixas. A estatística foi revertida, posteriormente, e finalizei o curso
com ótima reputação entre mestres e colegas. Eles perceberam que meus fracassos,
em algumas provas, se deviam à dificuldade de lidar com a competição -
característica estimulada, principalmente, pelo Dr. Schermann".
O Período Pós IEDE
Ele reconhece que o aprendizado adquirido durante a residência
no IEDE foi de grande proveito. Um exemplo: ao voltar para
Belo Horizonte, passou, bem colocado, em cinco concursos públicos.
Desde 1977, Dr. Massimo vai a dois congressos internacionais
por ano. “Também freqüento serviços
de endocrinologia no exterior, buscando aperfeiçoamento
e atualização. Os fundamentos para sempre ser
um aluno inquieto e interessado, ao invés de um professor
acomodado, foram aprendidos no IEDE”.
Colegas e Professores
O tempo livre era preenchido com encontros com os colegas.
Ficavam horas conversando no prédio onde moravam, em
frente ao Instituto: ele, os doutores Manuel Faria, Fernando,
Guilherme Póvoa, Paulo, Terezinha, Berenice, Eduardo
e Humberto. “Era o momento de lamúrias e risadas,
que ajudava a agüentar o dia-a-dia”.
Em relação aos professores, o Dr. Massimo lembra especialmente
dos doutores Bonacorsi, Schermann, Jaime Rodrigues, Tamar
e Póvoa. Ele faz uma menção especial ao mestre Bonacorsi:
"pai de todos os 'estrangeiros' (residentes de outros estados),
sempre carinhoso. Havia também os numerosos jantares na sua
casa, que nos salvava da terrível comida do hospital", encerra
bem humorado. |
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