
ENDORIO EM FOCO
A história da Endocrinologia Brasileira tem muitos aspectos a serem
focalizados, entre eles o ENDORIO, pelas razões que vocês vão ver.
Desde que a nossa SBEM apresentou a explosão de crescimento que a
colocou na esfera mundial, obviamente as regionais cresceram e inevitavelmente
veio atrás o regionalismo.
Nossa SBEM, graças aos esforços de todos, conseguiu - milagrosamente, a
nosso ver - construir todos os Departamentos, transformando um arquipélago
num continente forte, sem que o conteúdo perdesse sua liberdade
para atividades específicas. Junto com este vieram os congressos que, a
princípio regionais, se tornaram nacionais e internacionais. Os cursos de
atualização, com objetivos modestos, uniformes e geograficamente espalhados,
transformaram-se em novos congressos. Tenho medo de muitas
coisas, mas atribuo-as a crises de crescimento. Porém, não me esqueço de
que, para todos os eventos, as fontes de financiamento são as mesmas. Até
quando agüentarão?
Em 2004, um colega nosso - digno de nossa admiração por sua capacidade
de pioneirismo, criatividade e organização - assume a Presidência
da Regional Rio, instalando-a, junto com a sede nacional, em um andar
num edifício da zona sul da cidade, para desagrado de alguns - fazendo, a
nosso ver, uma obra digna da maior admiração. É o tipo do exemplo onde
o hardware atualizado poderá servir a todo o Brasil, pois, felizmente, o
homem venceu a máquina e o software vale mais do que o hardware. E,
com bom aproveitamento, o espaço não precisa ser grande. No momento
é só colocar os softwares, operados com competência.
Luiz Henrique de Gregório não esqueceu o Rio. As fontes de financiamento
esgotaram-se. Convocou, então, os serviços credenciados do Estado,
e cada um ficou responsável por discutir casos, como tratá-los e as bases
teóricas dos mesmos. Anexadas a estes casos foram colocados temas práticos
do dia a dia, tais como uso de computador no consultório, responsabilidade
legal etc. Por solidariedade e curiosidade, no primeiro evento foram ultrapassadas
todas as expectativas de participantes. A indústria farmacêutica
tomou um susto, pois também faltou muito material nos estandes e, ainda
no evento, pediram mais espaço para os próximos.
O II e o III, feitos dentro do mesmo modelo, com acréscimos para seu
aperfeiçoamento, foram realizados pelas Maria Alice Bordallo e Vera Leal,
com sucesso estrondoso: homenagens aos "seniors", prêmios por trabalhos
científicos e sociais, quase 700 inscritos. O que, a nosso ver, deve ser o limite
da nossa regionalidade.
Enfim, graças à criatividade de Luiz Henrique, o ENDORIO a nosso ver
é um sucesso, com verdadeiras características de regionalidade. Mostrando
que, apesar de mineiro, Luiz Henrique é carioca e, como tal, provou mais
uma vez que o software é mais importante do que o hardware. Ou seja, não
temos dinheiro, mas temos imaginação.
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