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EXEMPLO DE ESFORÇO E DEDICAÇÃO
Com carinho e bom-humor, a Dra. Edna Pottes
relembra momentos marcantes vividos no Instituto.
A história da Dra. Edna Pottes no IEDE teve
início em 1970. Natural do Rio de Janeiro e
formada em 1972 pela UFRJ, ela é endocrinologista,
especialista na área de reprodução humana
e uma das coordenadoras do curso de pós-graduação
em Endocrinologia do Instituto.
O Começo
O seu primeiro contato com o IEDE foi no terceiro
ano da faculdade, na disciplina de Clínica Médica, no
Hospital Moncorvo Filho. "De cara, a Endocrinologia
foi a área com a qual mais me identifiquei. E duas
pessoas contribuíram para isso: os professores José
Schermann e Luiz Cesar Póvoa", conta.
Depois do contato com profissionais de diversas
áreas no hospital, assim que se formou (1972) a Dra.
Edna decidiu fazer uma pós-graduação em Endocrinologia, no IEDE.
"Lembro-me como se fosse hoje da entrevista com o Dr. Schermann", comenta.
"Extremamente exigente e crítico, ele perguntou
se eu não teria filhos em breve, já que estava casada
há apenas dois anos. Isso porque não seria fácil conciliar
o curso e a medicina com a tarefa de ser mãe,
pelo menos não no início", afirma. "Mal sabia eu que
estava grávida de, aproximadamente, duas semanas",
completa sorrindo.
Por isso, Dra. Edna e Dr. Schermann tiveram que
fazer um acordo. Como, possivelmente, ela iria perder
algumas aulas mais à frente, por causa da gravidez,
combinaram que começaria a pós-graduação em janeiro,
nas férias. "Foi maravilhoso, pois eu era a única
aluna. Aprendi muito com ele nesse período", comenta.
"A partir daí, não saí mais do IEDE", brinca.
Entre os colegas dos quais lembra com carinho estão Henrique Suplicy e Luiz Alberto Neves. "Nosso apelido era 'trio grávido', pois, além de mim, as esposas de ambos também estavam grávidas na época do curso", explica.
Ironia do Destino
Começar a trabalhar no IEDE foi algo totalmente
inesperado para a Dra. Edna. Em 1974, logo após
nascer sua filha, ela recebeu um chamado para atuar
no Estado. Segundo a médica, os contratados, quase
sempre, iam para postos de saúde em locais distantes.
"No entanto, fui colocada no próprio instituto. Ou
seja: eu, que já era aluna, virei também funcionária
do IEDE". Era tudo o que eu queria", confessa.
Aprendizado
A especialista afirma que todas as experiências pelas
quais passou foram extremamente importantes. "Os encontros anuais do IEDE, por exemplo, são uma excelente maneira de nos atualizarmos, já que ficamos em contato com diversas gerações de profissionais", diz.
"O IEDE é uma casa onde eu me alimento de
esperança. Nele, vivi grandes momentos, algumas
vitórias, algumas perdas. Mas tudo serviu como um
importante aprendizado para a minha profissão e
para a minha vida", conclui. |
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