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DECISIVO PARA A CARREIRA

Foi no instituto que ela descobriu o gosto pela Endocrinologia e a tendência docente..

O primeiro contato da Dra. Maria Lucia Fleiuss de Farias com o IEDE aconteceu ainda durante sua graduação na UFRJ. "As sessões clínicas do professor Feijó eram conjuntas com o grupo do Instituto. Naquela época, os professores Schermann e Jaime Rodrigues eram os grandes incentivadores dos alunos. Foi no IEDE que começou a conhecer a Endocrinologia, "e de onde veio o estímulo para que eu escolhesse a especialidade, muito interessante. As pessoas eram fantásticas, os casos clínicos, ótimos, e achei a Endocrinologia muito bonita".

As Amizades

Depois de formada, a Dra. Maria Lucia achou "mais prático" fazer a pós-graduação da PUC, em 1972, naquela época de apenas um ano. "Não tinha interesse em fazer residência, estava recém-casada e vinha de dois anos de plantões em pronto-socorro", comenta. Desse período, recorda de "um curso muito bem dado, em que éramos estimulados a estudar bastante e onde fiz muitas amizades".

Ela lembra especialmente dos colegas Ricardo Meirelles, Amanda Athayde, Ana Maria Schally, Adriana Forti e dos orientadores ("os mais próximos dos alunos") Álvaro Machado, Doris Rosenthal, Maria Orlanda e Mauricio Barbosa Lima. Sobre Dr. José Schermann, ficou a lembrança de alguém "um pouco rude e rigoroso, que cobrava e estimulava bastante e orientava muito. Ele achava que mulher não devia fazer Medicina. Com filhos, então, para ele éramos fadadas ao insucesso". Por isto, o maior elogio que ouviu dele foi quando comentou que ela contradisse tudo que ele pensava sobre médicas, casadas e com filhos, quando viu sua performance no concurso para professor da UFRJ, em 1977...". Admiradora de seu estilo direto, ela resume: "Ele marcou uma época".

Carreira Universitária

A Dra. Maria Lucia lembra que, quando concluiu a pós-graduação, "mais ou menos à mesma época o professor Jaime Rodrigues montava o mestrado". Ela conta que foi convidada para o curso, "porque não havia prova, era uma seleção feita pelos professores". Embora não tenha programado fazer carreira universitária, diz que o mestrado lhe abriu "os olhos e as portas". Automaticamente convidada a ser professora da PUC, até hoje dá aulas, atualmente na UFRJ. Lembra, na época em que atuava na pós-graduação, de alunos "brilhantes", como Marisa Coral e Hans Graff, entre tantos outros. "Este foi sempre o grande estímulo do IEDE. Não era só lidar com a massa de pacientes que nos ensinava. Era também o grupo de colegas e de alunos. Foi lá que descobri que tinha tendência docente", comenta. Embora aposentada do Instituto desde 1996, garante que não está exatamente afastada, "pois temos um intercâmbio bom entre UFRJ e IEDE", conclui.




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