
DR. SUPLICY RECEBERÁ PRÊMIO JOSÉ SCHERMANN
Está confirmado: o Dr. Henrique Suplicy (PR)
será o homenageado de 2008 com o Prêmio
José Schermann, a ser entregue durante o
XXXVII Encontro Anual do IEDE, em dezembro. O
comunicado da homenagem já havia sido feito pelo Dr.
Luiz Cesar Póvoa, Presidente de Honra da ASSEX. No
último dia 13 de março, a Dra. Rosane Kupfer, Presidente
da Associação, entregou pessoalmente ao homenageado
o convite oficial para participar do Encontro.
A oficialização aconteceu antes da palestra sobre História
da Endocrinologia, no IEDE, apresentada pelo
Dr. Suplicy, especialmente convidado para a tradicional
seção clínica das quintas-feiras do Instituto.
Ele agradeceu o convite e confirmou sua participação,
afirmando ser "um prazer e uma honra" receber
um prêmio com o nome de um de seus tutores, com
quem teve a oportunidade de trabalhar. O Dr. Henrique
Suplicy estudou no IEDE entre 1974 e 1975 e,
desde então, fazia planos de seguir a carreira universitária.
Atualmente ele é chefe do SEMPR (Serviço
de Endocrinologia e Metabologia da Universidade
Federal do Paraná) e Professor de Endocrinologia e
Metabologia, da mesma instituição, desde 1976.
Atualmente envolvido em diversos trabalhos no
SEMPR, seu grande desafio tem sido o doutorado
em obesidade. O especialista iniciou sua tese, na qual
está analisando todas as drogas existentes no mercado
para o tratamento da obesidade e colhendo exames
completos de 180 pacientes do Hospital Universitário
da Universidade Federal do Paraná.
História da Endocrinologia
O Presidente de Honra da Assex, Dr. Luiz Cesar
Póvoa, informou que até o final do ano irá publicar
a terceira edição de seu livro sobre esse assunto e que,
após o lançamento, passará a responsabilidade de
atualização da história da endocrinologia no Brasil
para outros profissionais. O Dr. Henrique Suplicy
é um deles.
O especialista convidado para abrir a seção clínica
começou sua apresentação com a teoria dos
quatro Humores de Platão e disse: "a endocrinologia
como especialidade tem menos de
100 anos, mas há relatos de muitos séculos,
como é o caso da obesa Vênus de Willendorf,
estatueta datada de 22.000 a.C.". Como
curiosidade, o especialista comentou sobre
sua ida ao Museu de História Natural de Viena,
com o colega Alfredo Halpern, para ver
a estátua de perto. Ficaram impressionados
por ela ser muito pequena.
A platéia, formada por alunos da pósgraduação
do IEDE e por alguns veteranos,
teve a oportunidade de conhecer e recordar
os relatos iniciais para as teorias da hipófise,
hormônios, tireóide, diabetes, insulina,
gônadas, glândulas supra-renais etc. O Dr.
Suplicy mostrou observações curiosas, feitas
em relação às descobertas, e afirmou que "a
medicina está cheia de serendipity (coisas
encontradas não procuradas)". Em complemento,
o Dr. Póvoa lembrou que "a gente só
faz o futuro conhecendo o passado. Na medicina
pouco se constrói, muito se descobre e se
copia". O Dr. Ricardo Meirelles disse, ainda,
que "o povo que não conhece a sua história
está fadado a cometer os mesmos erros".
Os presentes concordaram que todos, veteranos
e jovens pesquisadores, são responsáveis
por registrar as experiências científicas
vividas na atualidade, pois no futuro elas serão parte
da história da endocrinologia. E por falar em história,
o Dr. Luiz Cesar Póvoa comentou que ele e Dr. Leão
Zagury estão recolhendo material para criar o Museu
do IEDE. Contribuições são bem-vindas e podem ser
encaminhadas aos dois especialistas.
DR. RAUL FARIA É HOMENAGEADO NO CREMERJ
O Conselho Regional de Medicina do
Estado do Rio de Janeiro (Cremerj)
organizou uma homenagem a um
grupo de médicos cariocas com mais de 50 anos
de profissão. Dentre os Jubilados de Ouro estava
o Dr. Raul Faria, atuante no Hospital Moncorvo
Filho desde antes da criação do IEDE (Instituto
Estadual de Diabetes e Endocrinologia). Ele foi
um dos sócios fundadores da SBEM e um dos
primeiros presidentes da ASSEX.
A homenagem faz parte do programa de
Valorização do Médico, realizado pelo Cremerj,
e a seção solene aconteceu em março, no auditório
do Conselho. O Dr. Raul tem 60 anos de
profissão e iniciou suas atividades no Hospital
Moncorvo Filho durante o seu 5º ano na Faculdade Nacional de Medicina (atual UFRJ), que
funcionava na Praia Vermelha, Rio de Janeiro.
Naquela época, todos os alunos da FNM faziam estágio/residência no Moncorvo Filho
e, quando a UFRJ criou seu Hospital Universitário, os professores e alunos da instituição de
ensino foram para o HU e o governo extinguiu o Hospital Moncorvo Filho, deixando o espaço
para o IEDE, que já funcionava ali. O Dr. Raul viveu toda esta história e atualmente é Diretor
da Divisão Médica do IEDE e médico aposentado do Governo Federal.
|
 |