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DO ESTÁGIO À MATURIDADE NA ESPECIALIZAÇÃO
Por Sandra Malafaia
Ele iniciou seu trabalho no Hospital Moncorvo
Filho antes mesmo de o IEDE nascer. Em
1956, o Dr. Marciano Calisman, então estudante
de medicina, começou a estagiar no Ambulatório
de Diabetes, que só mais tarde seria acoplado
ao Instituto, fundado em 1965. Entre as memórias
daquela época, o especialista lembra que a criação
do IEDE teve grande influência do governador do
antigo Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, paciente
do Dr. Jaime Rodrigues.
“Comecei a estagiar no Ambulatório de Diabetes,
que pertencia à terceira cadeira de Clínica Médica,
e era dirigido pelo Dr. Francisco Arduíno. Além do
Ambulatório de Diabetes, havia o de Endocrinologia.
Em 1962, foi criado o Centro de Diabetes Luiz
Capriglione, onde fui contratado para trabalhar já
como médico”, afirma, acrescentando que somente
após a fundação do IEDE é que os dois ambulatórios
se fundiram.
“Trabalhei quase seis anos de graça. Quando Lacerda
assumiu o governo, contratou os estagiários
de todos os hospitais públicos”, ressalta.
Grande Aprendizado
O Dr. Marciano considera muito importante – em
sua vida e em sua formação como especialista – o
tempo em que esteve no IEDE (até 1993). “Eu praticava
muito e foi um grande aprendizado”,
declara. Entre seus mestres,
ele cita os doutores Jaime Rodrigues,
José Schermann e Francisco Arduíno,
com o qual conviveu mais. Lembra
ainda dos companheiros Luís Cesar
Póvoa e Leão Zagury.
Outros nomes lembrados foram os
dos doutores Raul Faria, Marcelo Prata,
Eliane Saad, Rita Gueron e Elde
Madeira, com quem mantém a amizade.
“Era um clima de camaradagem,
uma grande família. Até hoje temos os encontros anuais.
Participei dos primeiros eventos, que ainda eram
no IEDE mesmo”, diz.
Olhando para trás, o especialista, que elegeu o diabetes
como sua área favorita dentro da endocrinologia,
se recorda da grande expectativa em torno da criação
do Instituto. “De início foram criados, no serviço de
endocrinologia, na parte de tireóide, exames na área
de medicina nuclear. O IEDE passou a ser centro de
referência na década de 70, com médicos residentes,
vindos de vários lugares: Santa Catarina, São Paulo,
Espírito Santo e Nordeste. Geralmente, eles passavam
três anos aqui depois retornavam às suas origens”.
Ontem e Hoje
No que se refere à atualização em medicina, o Dr.
Marciano faz uma comparação com
os especialistas de “ontem” e os de
“hoje”. “Antigamente, a quantidade
de congressos e simpósios era bem
menor. Nossa atualização era feita
mais através de livros, revistas e sessões
clínicas. Agora tem a internet
e tantos eventos, que se formos a
todos, teremos que fechar o consultório”,
comenta bem-humorado. Ele
costuma freqüentar alguns dos que
acontecem no Rio de Janeiro.
No mais, o especialista enfatiza: “O que sei na
minha profissão, aprendi com a oportunidade que
tive de trabalhar no IEDE”. |
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