A partir deste número, teremos um único
jornal integrado contemplando o IEDE, PUC, ASSEX tendo em vista mais objetividade e integração. Nós da Coordenação
do Curso da PUC, Edna, Rosa, Claudia, Walmir e Isabela com o apoio permanente do Ricardo, reafirmamos nosso objetivo de manter um contato informativo científico e administrativo
com a comunidade do IEDE sempre de forma fraternal.
Luiz Cesar Póvoa
TRATAMENTO CIRÚRGICO DO DIABETES – A QUE PONTO CHEGAMOS?
A constatação de que o tratamento cirúrgico
da obesidade grave promove uma rápida e sustentável melhora no controle do diabetes tipo 2 levou à proposição de que esta doença possa ter um tratamento
cirúrgico, independentemente do grau de obesidade.
Novas técnicas têm sido propostas, em sua maioria voltadas a maximizar o efeito incretínico
observado com o bypass gástrico em Y de Roux.
Algumas séries de casos têm sido apresentadas,
com taxas variáveis de melhora e remissão do diabetes. Nenhuma das séries, entretanto, utilizou um grupo de controle clínico que permitisse uma adequada comparação de sua eficácia e segurança.
A possibilidade de utilização das cirurgias do diabetes tem sido debatida em diversos fóruns
e já começa a gerar bastante discussão em nosso meio.
A visão predominante nesses debates tem sido de que estamos em um estágio inicial de estudo destas novas técnicas e indicações, que não permite ainda sua recomendação na prática médica, mas que estudos clínicos adequados devem
ser encorajados para que se tenha no futuro Os dados necessários para sua adequada avaliação sob a ótica da medicina baseada em evidência.
Em minha visão pessoal, a etapa lógica a ser perseguida seria a extensão da indicação do procedimento considerado atualmente como padrão ouro, o bypass gástrico em Y de Roux. Já está bem consolidada sua indicação para diabéticos
com IMC superior a 35 kg/m2. A pergunta
seguinte deveria ser ? devemos estender esta indicação para a faixa de 30 a 35? Precisamos de dados de boa qualidade, derivados de estudos experimentais aprovados por comitês de ética em pesquisa. Da mesma forma que exigimos evidências científicas para fundamentar a utilização
de qualquer medicamento na prática clínica, devemos também esperar que novos tratamento cirúrgicos estejam respaldados nos princípios da medicina baseada em evidência. Não podemos aceitar 2 pesos e 2 medidas.
Walmir Coutinho
Com o objetivo de contemplar a interface entre a endocrinologia, a dermatologia e a medicina estética, estamos organizando
o primeiro Curso de Estética em Endocrinologia
na Academia Nacional de Medicina sendo de âmbito nacional e ... no programa de ensino a distancia. A abertura será realizada pelo
Dr. Ivo Pitanguy com a conferência “O belo ao longo da história”, a programação científica preliminar encontra-se em anexo.
Este curso certamente é de interesse a todos que tem como objetivo alinhar de forma ética
os cuidados estéticos dentro das evidências científicas mais atuais.

- No dia 30 de abril, no Anfiteatro Donna Ana, houve excelente conferência com o Dr. Carlos Eduardo Couri sobre regeneração do DM1 com imunossupressão. O trabalho é excelente e está publicado no JAMA de 15 de abril de 2009.
- Inicia suas atividades em São Paulo a firma RECEPTA BIOFARMA empresa privada que juntamente com o INSTITUTO LUDWIG.
Tem o objetivo de gerar anticorpos para a oncologia experimental. Este fato pontua a chegada ao Brasil de investimentos particulares associados a tecnologia médica.
- Dra. Carmem Assunção apresentará pôster no Congresso Internacional de Fisiologia, que acontece nos dias 7, 8, 9 e 10 de junho, em Dublin, Irlanda. O tema faz parte a sua pesquisa desenvolvido no doutorado, intitulado:
“A Via L. Arginina - Óxido nítrico na anorexia nervosa”
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