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PAIXÃO PELA PROFISSÃO A MANTÉM NO INSTITUTO
Por Flavia Garcia
Ela formou-se na Universidade Federal Fluminense (UFF) e, desde o segundo ano de faculdade, sempre soube que se especializaria em endocrinologia. “Naquela época, me apaixonei pelos hormônios, mas achei importante fazer a clínica médica antes. Fiz e fui para a Faculdade de Medicina de Teresópolis”, recorda a Dra. Vivian Ellinger - presidente da ASSEX nos anos de 2003 e 2004.
Na sua primeira tentativa para a pós-graduação no IEDE, a Dra. Vivian foi reprovada, mas não se desmotivou. Ela estudou mais e tentou novamente no ano seguinte, com sucesso. Começou a cursar a sua pós-graduação em 1976, porém continuou morando e trabalhando em Teresópolis.
Por ter que chegar pontualmente às 8h no IEDE, já que o Professor José Schermann não admitia atrasos, a Dra. Vivian descia da região serrana no primeiro ônibus, todos os dias, e acabava chegando antes do horário. A parte engraçada da história é que ela chegava toda agasalhada no Hospital Moncorvo Filho, para a sua pós-graduação. “Eu saía de casa por volta das 5h da manhã e, além disso, saía da serra, onde é bem mais frio do que no Rio de Janeiro. No início o pessoal da minha turma achava que eu era doente”, lembra a especialista.
Lembranças
“Foi uma turma muito especial, que deu muitos frutos para a SBEM e para a endocrinologia. Várias pessoas ainda são bastante atuantes e reconhecidas na área como a Marisa Coral, de Santa Catarina, com quem mantenho uma amizade grande; o Ivan Ferraz e o Ronaldo Sinay Neves, aqui do Rio de Janeiro; a Tânia Furlaneto, do Rio Grande do Sul; e a Leila Araújo, da Bahia”, afirma a Dra. Vivian. Ainda hoje, segundo ela, a turma busca se encontrar em todos os grandes congressos. “É o espírito do IEDE”, comenta.
Dentre os professores da época, a Dra. Vivian destaca a Dra. Dóris Rosenthal, de quem lembra com muito carinho. “Apesar de extremamente rigorosa, ela sempre foi uma pessoa muito afetuosa e ótima professora”.
“Na época do Jubileu de Prata, em 2002, conseguimos reunir quase a turma inteira. Juntei várias fotos dos dois anos que tivemos contato diário e fizemos uma grande confraternização em Angra, durante o Encontro da ASSEX”, recorda.
Sua Vida Profissional
Depois de formada no IEDE, a Dra. Vivian continuou trabalhando em Teresópolis, mas procurava, sempre que possível, frequentar as sessões clínicas nas manhãs de quinta-feira, o que acontece até os dias de hoje, tanto pela atualização quanto para manter o vínculo com os amigos. “Só voltei a morar no Rio de Janeiro quando decidi me desligar da faculdade de Teresópolis, há uns 15 anos. Na época, o Ricardo Meirelles me recebeu de braços abertos no IEDE e conseguiu minha transferência pra cá”, recorda.
Hoje no IEDE
Apesar de já estar aposentada, ela continua frequentando o IEDE pela paixão por sua profissão e pelo gosto em participar das sessões clínicas, às quintas-feiras.
Além disso, a Dra. Vivian tem, atualmente, um vínculo acadêmico muito grande com o Instituto. Ela está na coordenação científica dos trabalhos de residência e de pós-graduação em endocrinologia.
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