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ÉTICA E RESPEITO

Por Beth Santos

Boas referências da instituição, possibilidade de rodízio nos vários ambulatórios, a certeza de contar com professores de destaque na Endocrinologia e boa carga horária foram alguns dos motivos que fizeram com que o recém formado Dr. Fabio Trujillo escolhesse o IEDE para a residência.

Hoje, ao relembrar aqueles três anos passados no Instituto, de 1997 a 2000, vêm à memória o ambiente familiar (“após uma manhã de trabalho, almoçávamos todos juntos no refeitório, regado a muita conversa e integração”), as produtivas sessões clínicas das quintas-feiras, as visitas à enfermaria com Dr. Ricardo (“que sabia exigir o máximo de cada um”), as confraternizações de fim de ano, até mesmo “o café com a esfiha de queijo no bar da Rosa”.

No capítulo “lembranças dos professores” o Dr. Fabio desfia um rosário de 23 nomes, quase um IEDE inteiro, sem esquecer, claro, o Dr. Raul Farias (“ele me deixava doido com a bioestatística”). Mas faz questão de registrar que “a grande lembrança é que os mestres, além de competentes, eram AMIGOS, cada um com seu jeito peculiar”. As maiúsculas são dele.

Boas Lembranças e Amizades

O ambulatório de Andrologia também marcou bastante, com destaque para o Dr. Bonaccorsi, “que era uma comédia, com sua forma franca de conversar com os pacientes”. Ficaram registrados também os plantões das quartas-feiras. Dr. Amélio era o plantonista “que sempre levava artigos interessantes para ser discutidos e proseava bastante com todos os residentes”.

Entre os amigos inseparáveis, outra lista extensa: as R2 Mônica e Jucinéia; Márcio Borsato; Lara, de Volta Redonda; Jury; Francisco Saboya; Ricardo, de Niterói; Cristiane Rangel; e, em lugar de destaque, sua R1 Thaisa Guedes - depois namorada e, mais tarde, esposa. Exceto Angélica e Lara, que não vê desde aquela época, a maioria continua “se reunindo em confraternizações nos congressos”. Com alguns, conversa por telefone, como o Jury. “Ele já veio até me visitar em Salvador, algumas vezes”.

O Dr. Fabio faz questão de citar que de sua turma na residência fizeram parte “a Angélica, a Daniela, de Petrópolis, a Maria Alice Perrota, a Rossana Azulay, do Maranhão, e a Zuleica, de Vitoria”. Comenta que, por ser atualmente presidente da SBEM - Regional Bahia, tem mantido contatos mais frequentes com a colega Rossana, já que ela é a atual presidente da SBEM – Regional Maranhão.

Aprendizado

Ele comenta que a relação com os pacientes, no período de sua residência, também era calorosa. “Muitas vezes íamos além do atendimento médico, como conseguir exames que não eram feitos no IEDE, agilização de cirurgias, boas conversas com os pacientes internados etc”.

O especialista lembra até hoje de um fato curioso ocorrido naqueles anos. Ele explica que, logo que iniciou a R3 em Endocrinologia Feminina, teve início o Ambulatório de Transsexualismo, onde, como residente, fazia boa parte dos atendimentos. “Acontece que eu era muito machista e, com o aumento do número de atendimentos, fui ficando cada vez mais conhecido pelas pacientes. Frequentemente era reconhecido por elas, no IEDE e proximidades, sempre tratado por “Dr. Fabio, Dr. Fabio”, de forma carinhosa. Os colegas não perdoavam e faziam piadas. “Mas essa experiência valeu e me fez evoluir espiritualmente”.

Quando perguntado, afirma que o aprendizado mais significativo de sua época no Instituto foi ética e respeito. “O IEDE, através do exemplo de seus professores, trabalhava a importância da ética como elemento essencial para o crescimento profissional”.

Eu Sou o IEDE

1. Porque você escolheu a Endocrinologia como especialidade?

Porque queria uma especialidade clínica e para mim a ela era a mais completa e fascinante.

2. Porque você escolheu o IEDE?

Porque era uma referência em Endocrinologia, tradicionalmente formava bons profissionais e tinha um programa de rodízio de ambulatórios que permitia o contato com a especialidade em todas as suas subáreas.

3. Qual a sua área de maior interesse dentro da Endocrinologia? Por quê?

É a Obesidade. Talvez porque, até algum tempo atrás, não se dava a importância que ela merecia e sempre acreditei que precisava ser mais estudada e vista com mais seriedade pelos médicos, de uma maneira geral.

4.Cite um evento marcante para você dentro da Endocrinologia . Explique o por quê.

O ICE no Rio de Janeiro, no ano passado. Porque mostrou para o mundo o tamanho e a competência da endocrinologia brasileira e que ela merece maior espaço no cenário internacional.

5. Cite um Endocrinologista que tenha influenciado sua carreira. Cite três coisas que você admira nessa pessoa e porque ela te influenciou.

Não tive um endocrinologista específico a me influenciar, tive o IEDE com seus professores e, entre eles, os que mais me marcaram e o que mais admiro neles são: Dra. Amanda (praticidade), Dr. Amélio (a emoção no trabalho), Dr. Leão (estratégia), Dr. Ricardo (a razão no trabalho), Dr. Raul (disciplina) e Dr. Valmir (postura).

6. Quem é o Endocrinologista de renome internacional que você considera mais importante na sua área. Por quê?

Dr. Bernardo Léo Wajchenberg, pela sua produção científica, sua versatilidade e sua capacidade de mostrar a todos como se envelhece trabalhando.

7. Descreva o IEDE em uma frase.

O IEDE é tudo de bom!




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