Por Rosane Kupfer
A COMPLEXIDADE DE UM CENTRO PÚBLICO DE REFERÊNCIA:
primeira parte
Um dos grandes desafios do Serviço de
Diabetes do IEDE tem sido manter e
sempre melhorar a qualidade da atenção
ao paciente com Diabetes que necessita de atendimento
em nível secundário de complexidade.
Dimensionar a capacidade instalada e limitar-se
a ela seria o ideal, não fosse a demanda crescente
por este tipo de atendimento. Some-se a isso
a falta de uma rede pública integrada, a que
estivéssemos ligados. Seguindo este caminho,
ao sermos procurados pela Coordenação de
Diabetes da Secretaria Municipal de Saúde e
Defesa Cível (SMSDC), vimos nessa, a oportunidade
de iniciar um trabalho de integração
que pudesse se expandir por todo o Estado do
Rio de Janeiro. Em setembro de 2008, foi então
firmado um convênio com SMSDC, no qual
o IEDE foi reconhecido como um importante
pólo para o atendimento do paciente usuário de
insulina, tanto tipo 1 quanto tipo2, com domicílio
residencial no Município do Rio de Janeiro.
Assim, mediante a entrega de seus dados para
cadastramento na SMSDC, esta passou a nos
fornecer a quantidade de insumos (estabelecida
previamente em protocolo) necessária para o acompanhamento destes pacientes. Este tipo
de tratamento nunca havia sido oferecido a essa
massa de pacientes no IEDE, e tivemos que estabelecer
uma nova logística para o seu sucesso.
Paralelamente, procuramos a Secretaria
Estadual de Saúde e Defesa Civil para suprir
a demanda de insumos dos pacientes com
domicílio fora do Município do Rio, o que
corresponde a 40% de nossa clientela. Até o
momento, foram cadastrados mais de 2.500
pacientes diabéticos, usuários de insulina (Tipo
1, Tipo 2 e gestantes). Nossa média de distribuição
de tiras reagentes é de 185 mil tiras/
mês, além de seringas e lancetas.
Nosso foco agora é a rede integrada do Estado
e criação de Pólos Regionais a semelhança
do IEDE. Desde setembro de 2009 passamos
a integrar o Grupo de Diabetes instituído
pelo Secretário de Saúde e Defesa Civil para determinar uma nova política de saúde
específica para o paciente com diabetes e suas
complicações. O grupo reúne todos os setores
envolvidos como a Assistência Farmacêutica, a
Vigilância Epidemiológica, a Atenção Básica e
o IEDE representando a Atenção Especializada.
O apoio político e principalmente, a organização
dos pacientes e médicos dos 92 municípios
do Estado do Rio é importante.
Assim faço deste veículo de informação e
da ASSEX uma das vias de comunicação
com os ex alunos do IEDE, especialistas em
Endocrinologia e Metabologia, interessados
no atendimento público do paciente diabético.
Você faz parte do programa de diabetes
da sua cidade?
Entrem em contato conosco ou diretamente com o
meu e mail: rosanekupfer@domain.com.br. |
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