IEDE É REFERÊNCIA TAMBÉM EM ÉTICA NO RIO DE JANEIRO
por Ricardo Meirelles
A observância dos princípios éticos sempre
foi muito valorizada no IEDE, a partir do exemplo dos pioneiros: Francisco
Arduíno, Jayme Rodrigues e José Schermann.
O lema “Competência com Decência”,
cunhado por Luiz Cesar Póvoa, deve reger a conduta dos endocrinologistas que aqui se
formam e norteá-los na vida profissional. Todos
os anos, na primeira semana do Curso de
Especialização, ministrado em convênio com
a Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro (PUC-Rio), uma aula sobre os aspectos éticos da especialidade é dada pela conselheira
Kassie Cargnin, do Conselho Regional de Medicina
do Rio de Janeiro (Cremerj).
Quando se fala em Ética, é preciso pensá-la
em duas vertentes, a Ética Médica, propriamente
dita, e a Ética na realização de estudos
com seres humanos. Em 1996, logo após a
publicação da Resolução 196, do Conselho
Nacional de Saúde (CNS), eu e Amélio Godoy
Matos trabalhamos intensamente, durante algumas
semanas, para criar o Comitê de Ética
em Pesquisa do IEDE (CEP-IEDE), que foi
um dos primeiros a ser reconhecido pela Comissão
Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
Até hoje já foram julgados 458 protocolos de
pesquisa, sendo 97 nos últimos dois anos. A
criação do CEP-IEDE permitiu que inúmeras
pesquisas clínicas multicêntricas fossem realizadas
no Instituto, o que anteriormente só
acontecia com alguns poucos serviços ligados
diretamente às Universidades. Considerado um
CEP bastante rigoroso nas suas análises, isso em
nada compromete a velocidade de suas deliberações.
Embora, por regulamento, tenha até
60 dias para a análise dos protocolos, nenhum
demorou mais de 30 dias para ser avaliado.
Nas pesquisas multicêntricas, a agilidade na
emissão de uma conclusão pelo CEP é fundamental,
pois existe uma competição entre
os centros de pesquisa pelo recrutamento de
pacientes. O CEP-IEDE é coordenado pela
médica Laura da Costa S. Soares e tem como
membros: a advogada Ruthe Rocha Pombo
(Representante da Comunidade); as assistentes
sociais Elza Rodrigues de Oliveira e Ilda L.
R. Silva (Representante da Comunidade); as
enfermeiras Janaina Pinto Janini, Rosa Maria
Fernandes Vilarinho e Viviane de Moraes
Sptiz; e os médicos Anette Cascardo Santos,
Alberto Coimbra Duque, Joyce Cantoni, Mônica
Wolff Landemberg e Rodrigo O. Moreira.
No final do ano passado o IEDE deu mais
um passo no sentido de fortalecer seus alicerceséticos, com a eleição da Comissão de Ética Médica,
esta voltada para a assistência hospitalar
e o relacionamento dos médicos com colegas,
com outros profissionais de saúde e com os
pacientes. Presidida por Luiz Cesar Póvoa, conta
com os seguintes membros efetivos, todos
médicos: Rosino Baccarini Neto, Rosa Rita
dos Santos Martins e José Maurício de Almeida
Braga. São suplentes: Ângela Cavalcanti de
Souza, Elzi Maria Gellis Addor, Jane Lilian
Soares de Melo Silveira e Carmen Regina Leal
de Assumpção. A posse se deu no Cremerj, em
10 de novembro de 2009.
Embora ambos tenham como escopo a Ética,
o Comitê de Ética em Pesquisa e a Comissão
de Ética Médica têm características muito diferentes.
O primeiro é executivo: quanto mais
atividade tiver, melhor, porque reflete a produção
científica do IEDE. Já a Comissão de Ética
Médica é judiciária: é importante, precisamos
tê-la em pleno funcionamento, mas torcemos
para não precisar usar.
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