Dr. LUIZ CÉSAR POOA AGRADECE, EMOCIONADO, A Dra. ADRIANA CASTA E FORTI E A SBD
Por Sandra Malafaia
Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2009.
Minha Querida Presidente Adriana,
Estou lhe escrevendo, baseado nas poucas palavras que irei dizer de improviso quando da homenagem que você ia me fazer ai em Fortaleza quando na abertura do Congresso da SBD onde recebi a honraria de Presidente. 
Lembro-me de outubro de 1980 quando por ocasião da abertura do 14º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia quando pela primeira vez em minha vida pedi para proferir uma palestra sobre José Scherman, meu, seu nosso professor e exemplo de mestre que saia da catedra a mesa de botequim sem que perdêssemos o respeito ou afetasse sua autoridade.
A vida, Adriana, é uma cartola de mágica com um pouco de imaginação e habilidade a gente teria dela tudo: uma lebre, pombos, lanternas acesas, moedas de ouro e bandeiras coloridas. No entanto há momentos em que é simplesmente uma cartola velha e vazia. Está é a hora de sairmos do palco, pois se demorarmos um segundo as mãos chovem repolhos e ovos podres. A grande injustiça de certas mortes é que indivíduos como o Scherman e o Procópio nos deixam quando suas cartolas estavam cheias, o palco iluminado e a casa repleta. Recebi como galardete um troféu representado por uma arvore cuja simbologia reproduzi abaixo:
Memorial Descritivo: Troféu SBD
O troféu da SBD foi criado com o propósito de exaltar a evolução, o desenvolvimento e os resultados da Diabetologia brasileira. E nada melhor do que a simbologia da árvore para representar as mudanças, a capacidade de regeneração e adaptação da especialidade.
A arvore como símbolo vital de mudanças flexíveis e sua capacidade regenerativa e altruísta, foi escolhida para representar o que acreditamos ser nossa missão. Uma árvore frondosa que com sua copa não só oferece abrigo como cuidado humanitário e nas suas múltiplas faces elevam ao status de arte o multiprofissionalismo necessário à especialidade. Adriana, a presidência de um Congresso repito eu, como fiz em 1980, é uma síndrome de fácil caracterização, necessitando de enormes quantidades de pré e pós humor, pra enfrentar as dificuldades onde muitas vezes a terminologia de big e big big tem perfeita cabida pela total ausência de receptores naquelas pessoas de quem depende a organização, levando a um quadro terrível de exaustão de H.E.H, ou seja hormônios estimulados do humor; que produz no mínimo um quadro terrível de enxaqueca que você é useira contumaz.
Adriana a hora tarda e meu arco-íris que , paradoxal pelo conteúdo contrastado das cores, neste momento de galardia há um momento de tristeza pois nossa profissão e a ética é artigo de luxo, pois repetindo o dito milenar de Hipócrates “A vida é curta mas a arte é longa e para acrescentar ao patrimônio humano qualquer coisa é necessário que a brevidade da vida se multiplique, o trabalho se enriqueça o amor, se ilumine no ideal e se retempere na vida.
Obrigado a todos.
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