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SONHO REALIZADO
Por Pablo Moraes
O pernambucano Ronaldo Rocha Sinay Neves pode ser considerado um apaixonado pelo IEDE e pela profissão
que escolheu. Prestes a completar 35 anos de
carreira, o endocrinologista, até hoje, não consegue
explicar o motivo que o levou a escolher
a medicina como área de atuação. “Não tive
motivos para escolher essa profissão, já que
ninguém na minha família, na época, era dessa área. Lembro apenas que, quando eu tinha oito
anos de idade, escrevi uma redação dizendo que
queria ser médico”, relembra o doutor. “Cresci
com essa ideia na cabeça e na época do vestibular
não tive dúvidas: medicina”, afirma. Até
o 5º ano pensava em fazer nefrologia.
Diagnosticar e tratar doenças relacionadas
aos rins, porém, não estava no destino do Dr.
Ronaldo. Sem se dar conta, o endocrinologista
Rogério de Oliveira acabou causando uma mudança
de rumo. “Ele havia ido a Recife dar um
curso de Endocrinologia e acabei apaixonado
pela área. Após uma palestra, fui procurá-lo e
ele acabou me aconselhando a fazer o internato
no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, onde
ele era o chefe do setor”, completa.
Dr. Ronaldo seguiu o conselho e partiu rumo à Cidade Maravilhosa. “Minha intenção era
terminar a residência, fazer mestrado e voltar
para o Recife, mas acabei ficando na cidade”,
afirma. “Fiz residência no IEDE em 1976. Éramos
um grupo de 10 residentes e 10 alunos de
pos-graduação. Criamos laços fortes de amizade
e até hoje nos falamos, pessoalmente ou por
telefone”. Ele lembra com emoção e lágrimas
nos olhos das colegas de seu grupo de estudo
no IEDE - Cristina Sanches, de Campinas,
Leila Araujo, de Salvador e Marisa Coral, de
Florianópolis. “Foi uma época muito boa, que
me traz grandes e ótimas recordações”, afirma.
Uma delas diz respeito ao mestre mais
exigente. “O Dr. Schermann era o professor
mais fechado, sério, que cobrava muito, rígido
mesmo. Morríamos de medo que, na sessão de
crítica de ficha, ele escolhesse uma, de primeira
vez, que nós tivéssemos feito – ele sempre
achava alguma coisa para criticar, algumas vezes
com um sorriso algo irônico”, recorda.
“Certa vez, início da residência, fomos todos
a um congresso em Salvador. Eu tinha um
irmão que morava na cidade e, em sua casa,
ficaram cinco ou seis colegas do IEDE, mais
alguns do Hospital da Lagoa. Era muito divertido,
pois pegávamos uma Kombi emprestada do
meu irmão para irmos ao congresso e darmos
uma volta pela cidade, nos horários livres. Certa
vez, ao final de um dia de congresso, ofereci
uma carona para o Dr. Schermann e, ninguém
esperava, ele aceitou prontamente. E lá fomos
nós numa Kombi lotada de residentes, alunos
e...o Dr. Schermann sentado ao meu lado! Foi
uma surpresa, já que pudemos conhecer uma
outra face daquele professor que todos nós respeitávamos
demais. Aliás, foram várias caronas
com passeios. E ele sempre bem humorado,
curtindo ”, relembra.
De Volta ao IEDE
No período da residência médica, o Dr.
Ronaldo prestou um concurso do Ministério
da Saúde e acabou indo trabalhar no Setor de
Endocrinologia do Hospital da Lagoa. Mas acabou
voltando para o IEDE em 2002. “Procurei
o Ricardo Meirelles para saber se ele me aceitava.
Fui recebido de braços abertos, e acabei
também sendo muito bem recebido por
todos os colegas, inclusive pela nossa chefe,
Vera Leal. Atualmente sou médico do ambulatório
de tireoide, afirma.
“O IEDE é o tipo de lugar onde a gente vai
trabalhar com prazer. Eu chego antes da hora,
me dedico”, afirma. “O IEDE, hoje, faz parte
da minha família”, completa.
Eu Sou o IEDE
1. Porque você escolheu a Endocrinologia
como especialidade?
Na realidade eu ia fazer Nefrologia. No final
do 5º ano, ainda em Recife, assisti umas aulas
do Rogério de Oliveira e me apaixonei pela
Endocrinologia.
2. Por que você escolheu o IEDE?
Escolhi fazer residência no IEDE porque era,
e continua sendo, a melhor residência médica
em Endocrinologia do Rio.
3. Qual a sua área de atuação de maior interesse
dentro da Endocrinologia? Por quê?
Tireoide. Talvez porque foi, na residência, o
primeiro ambulatório especializado que frequentei.
4. Cite um evento marcante pra você dentro
da Endocrinologia. Explique o por quê.
A minha residência. Neste período conheci
grandes mestres (Drs. Luiz César, Schermann,
Arduino, Maurício ... ) e fiz grandes amizades.
5. Cite um Endocrinologista que tenha influenciado
sua carreira. Cite três coisas que
você admira nesta pessoa e porque ela o influenciou.
Dr. Rogério Francisco Correa de Oliveira. Foi
quem me apresentou e estimulou a estudar
Endocrinologia.
Disposição de ensinar e apoiar todos aqueles
que se propõem a estudar Endocrinologia,
perseverança em atingir seus objetivos e sua
capacidade de superação – não necessariamente
nesta ordem.
6. Quem é o Endocrinologista de renome
internacional que você considera mais importante
na sua área. Por quê?
Dr. Leslie De Groot. Pela simplicidade, conhecimento,
número e qualidade de publicações.
7 - Descreva o IEDE em uma frase.
No início, um sonho de alguns, transformado
em realidade pelo trabalho de muitos. |
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