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UMA GRANDE E CALOROSA FAMÍLIA
Mesmo sem nenhum médico na família para influenciá-la, a
futura Dra. Rossana Azulay dizia, desde criança, que seria
médica. Aos 16 anos, lembra, teve que decidir seu futuro "e
acho que escolhi certo. Sou feliz com minha profissão".
Sua caminhada rumo à Endocrinologia e ao IEDE começou quando
fazia residência clínica em São Paulo e leu um jornal da instituição. "Resolvi
naquele momento que era prá lá que queria ir". Só fez prova para o
Instituto, pois tinha certeza da escolha, e não estava só: "os seis primeiros
colocados no concurso escolheram o IEDE". Entrou como R1 em 1997
e terminou a R3 em fevereiro de 2000. "Eu adorei essa fase da minha
vida", relembra.
Recém casada na época, iniciando sua especialidade e voltando a
morar numa cidade de praia – é de São Luís, Maranhão -, ela recorda
que "o astral era ótimo, as pessoas alegres e divertidas. Cheguei ao IEDE
e me senti em casa", resume. A Dra. Rossana fala do sentimento de
"conforto" que experimentou ao ver que staff, residentes e funcionários
frequentavam juntos o mesmo refeitório. "Parece banal, mas ali percebi
que éramos um tipo de família, não havia abismos entre as classes, todos
eram acessíveis. Tínhamos acesso livre à sala dos chefes, éramos ouvidos.
Eu me sentia acolhida, confortável; como em casa".
Prazer de ser Endocrinologista
Atual Delegada da SBD no Maranhão e Presidente da SBEM-MA, a
Dra. Rossana comenta que o IEDE "sempre foi uma entidade formadora
e reconhecida nacionalmente pelo bom nível de seus profissionais". E
acrescenta: "Além disso, é um local de pesquisas científicas, com participação
em grandes estudos internacionais desde antes de minha época.
O acesso é também muito democrático, permitindo que médicos de
todos os Estados façam parte desta instituição".
Outro ponto destacado pela endocrinologista diz respeito ao contato
com os pacientes, que depois de atendidos eram assunto de discussão
com o staff, "e sempre que o caso era interessante, pedíamos a eles para
que outros colegas também os examinassem. Sentíamos prazer em dividir
conhecimento, os pacientes pareciam perceber e colaboravam".
Ao terminar sua formação no Instituto, voltou para São Luís e, hoje,
além do consultório, é endocrinologista e coordenadora da residência
médica em Endocrinologia e Metabologia do Hospital Universitário
da UFMA.
Ambiente gostoso e saudável
Daqueles tempos, fala com carinho especial dos amigos Daniela Fiorini (RJ),
Maria Alice Perrota (RJ), Fábio Trujillo (SP, atualmente na BA), Angélica
Cerqueira (RJ) e Zuleica Oliveira (ES), com os quais se encontra nos congressos
e revive os tempos de residência, "compartilhando experiências e passeios".
Com as amigas Daniele e Alice ("o trio inseparável") diz formar uma
verdadeira família, já que até os respectivos maridos se tornaram amigos.
Numa espécie de balanço da experiência vivida no IEDE, afirma: "Sei
que muito do que sou hoje foi construído graças ao ambiente gostoso
e saudável em que fiz meu alicerce na Endocrinologia. A atmosfera de
ajuda e igualdade fez com que aprendesse com prazer a minha especialidade
e, mais do que isso: ver pessoas felizes e apaixonadas pelo que
fazem solidificou o meu sentimento pela Endocrinologia. Me orgulho
muito de ter feito parte desta instituição", conclui.
EU SOU O IEDE
1 - Porque você escolheu a Endocrinologia?
Achava que seria cardiologista. Mas quando passei pela endocrinologia
fiquei encantada. No início da residência de Clínica Médica, percebi
que a Endocrinologia era minha paixão.
2 – Por que você escolheu o IEDE?
Li um jornal do IEDE e resolvi, naquele momento, que era para lá que
queria ir. Todos foram unânimes: "é maravilhoso!".
3 - Cite um evento marcante pra você dentro da Endocrinologia.
Explique o por quê.
Há três anos, no Congresso da ADA, em S. Francisco, estava um burburinho
sobre a possível retirada de uma droga do mercado. Numa tarde
teríamos vários palestrantes falando sobre ela, incluindo uma jovem do
FDA. Na plenária vi um grande movimento, inclusive de seguranças do
governo americano. Eu nunca havia visto coisa igual. Entendi que, muito
mais do que ciência, estava envolvido o aparato econômico e comercial
que move a indústria farmacêutica. Achei chocante.
4 - Cite um endocrinologista que tenha influenciado sua carreira. Cite
três coisas que você admira nesta pessoa e porque ela o influenciou.
O IEDE me deu grandes mestres. Não só na vida acadêmica, mas com dicas de convivência, profissionalismo etc. Aprendi muito com os Drs. Raul Faria, Mauricio Barbosa, Mônica Jung, Amélio Godoy, Leão Zagury, Rita Weiss, Vera e Ricardo Meireles. Já na minha terra cito os Drs. João Furtado Neto; Honorina Lopes e Manuel Faria.
5 - Quem é o endocrinologista de renome internacional que você considera mais importante na sua área. Por quê?
O nome que considero importante na Diabetologia é o Dr. Edwin Gale
(Reino Unido), que assisti no EASD. Me encanta sua clareza de idéias,
condutas e forma firme e imparcial de se posicionar em questões delicadas
da prática clínica e médica.
6 - Descreva o IEDE em uma frase.
Uma grande e calorosa família. |