Por Rosane Kupfer
NA ERA DA MONITORIZAÇÃO GLICÊMICA
Enfim, com anos de atraso, mas muito
bem vinda, passamos a contar com a
distribuição pública em massa de insumos
para os pacientes diabéticos. Inicialmente
em Setembro de 2008, por iniciativa
conjunta com a Secretaria Municipal de Saúde
e posteriormente com a adesão da Secretaria
Estadual, foi implantado no IEDE o protocolo
hoje seguido pela maioria dos Serviços de Diabetes
no Município do Rio de Janeiro. Isto foi
realmente um avanço para a saúde dos nossos
pacientes. Dados parciais apontam para um
total acima de 3.000 pacientes cadastrados no
IEDE, 42% deles com Diabetes tipo 1, para o
recebimento de glicosímetro, tiras reagentes,
seringas e lancetas. Embora, por ser um centro
de referência da SESDEC (Secretaria Estadual
de Saúde e Defesa Civial), a clientela do IEDE
seja naturalmente composta por pacientes procedentes
dos diversos municípios do Estado
do Rio, vemos com preocupação o constante
crescimento por parte dos diabéticos que nos
procuram para um atendimento especializado,
vindos de outras cidades. Hoje, desse total de
3.000 pacientes, cerca de 680 são moradores
de mais de 20 municípios, principalmente
da Baixada Fluminense. É muito gratificante
poder atendê-los, porém melhor seria estarem
inseridos em programas de Diabetes próximos
a sua residência. O Projeto Rio Endócrino
criado por iniciativa do IEDE há quase
uma década, foi recentemente reestruturado
e reapresentado como a proposta que é de
implantação do atendimento aos pacientes
com Diabetes e outras Endocrinopatias, por
Centros Especializados (UPADES - Unidades
Públicas de Atendimento em Diabetes e Endocrinopatias),
em áreas estratégicas do nosso
Estado, a semelhança do que ocorre em nosso
centro. Estamos aguardando a resposta dos
nossos gestores e esperamos que seja positiva
desta vez.
Neste momento demos início à avaliação
destes pacientes, pois queremos aperfeiçoar a
utilização desta importante ferramenta que é a
automonitorização da glicemia. Para isso tem
sido fundamental a atuação de nossos educadores.
É também uma forma de prestarmos
contas deste investimento. Nossos pacientes
melhoraram?
O próximo passo será a implantação, em
breve, dos computadores nos consultórios médicos,
dotados dos softwares para download dos
dados do glicosímetro, permitindo um melhor
gerenciamento do controle glicêmico pela equipe,
incluindo também o paciente. Por ser um
método de baixo custo, fácil, rápido e altamente
informativo acreditamos ser possível a sua utilização
de rotina em um Centro de Referência
onde o paciente já receba as tiras reagentes.
Por fim não custa sonhar com a utilização
da Monitorização Contínua da Glicose em uma
escala maior na nossa população.
Estamos no caminho certo e o crescente
interesse por essa área ficou bem demonstrado
no último congresso da Associação Americana
de Diabetes, em Orlando, quando foram selecionados
para apresentação 78 trabalhos sobre
o tema Monitorização da Glicose. |
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