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por Ricardo Meirelles

Ricardo MeirellesLaurinha,

Filha de Max da Costa Santos, professor de Direito e deputado socialista cassado pelo regime militar, herdou da avó materna o nome, chamando- se Laura da Costa Santos. Do pai herdou a consciência social e os princípios éticos. Após o casamento com Gilberto, acrescentou Soares ao nome. Conheci-a no curso Miguel Couto, preparatório para o vestibular, quando eu e Amanda estudávamos na casa dela, na rua Senador Vergueiro. Passamos para faculdades diferentes e nos reencontramos em 1973, quando ela fez o curso de especialização no IEDE.

Sempre manteve uma relação de amor com o IEDE. Apesar de não gostar de aparecer, fez incursões em diversas frentes. Participou do ambulatório de Endocrinologia Feminina e ocupou vários cargos na Associação dos Ex-Alunos (ASSEX), a partir de 1996, sendo eleita presidente para o biênio 1999-2000. Também coordenou o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e participou da coordenação do Curso de Especialização. Isso sem nunca ter tido qualquer vínculo empregatício, por pura dedicação, como voluntária.

À frente do CEP, sua capacidade de organização se fez sentir, ajudando a manter a eficiência na avaliação dos protocolos apresentados. Era a pessoa certa no lugar certo. Estudava toda a legislação e a aplicava, cumprindo fielmente as normas estabelecidas, o que garantia a precisão e a qualidade das atividades do comitê.


Dra. Laura em atividade juntamente com Dr. Ricardo, coordenadores e alunos do Curso de Pós graduação IEDE-PUC.

Também no curso de especialização sua firmeza sempre foi fundamental para o bom funcionamento. Apesar de suave, não abria mão de princípios e fazia valer todas as normas estabelecidas nas reuniões acadêmicas. Nestas, sempre participava com comentários pertinentes e lúcidos.

Adorava jogos no computador e tablet. De Paciência aos mais complexos, como Monument, que me apresentou um dia, tornando-me um aficionado. Não consegui parar, até resolver todas as fases. Ficava horas entretida. Não fazia questão de atender pacientes, mas gostava de orientar os alunos no ambulatório, estudando os prontuários, como se cada um representasse um desafio a resolver, da mesma forma que nos games. Gostava também de pescar, ganhando até prêmios nessa atividade.

Com seu jeito quieto, sempre contribuiu com boas ideias e soluções para os problemas que surgiam e que ajudava a resolver, em tudo o que fez. Nos últimos tempos, quando já tinha muita dificuldade para se movimentar devido à intensa dispneia, consequência ainda do cigarro, que já tinha abandonado há anos, deixou de dirigir, mas não deixou de comparecer ao IEDE, levada pela filha Gisela. Esta e o irmão, Rodrigo, quando menores, muitas vezes participaram dos Encontros Anuais, brincando com os filhos de outros colegas, que também os traziam, fortalecendo o conceito de grande família que sempre caracterizou o IEDE. Depois dos filhos, os netos passaram a frequentar os Encontros.

Vamos sentir sua falta. Laura nos deixou em 15 de março passado, mas sua passagem pelo IEDE será sempre lembrada, com carinho e gratidão por tudo o que fez pelo Instituto e pelo Curso de Especialização da PUC.

Boa leitura a todos!





Associação dos Ex-Alunos do Instituto Estadual de Diabetes
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