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MARCANTE RELAÇÃO COM A ANDROLOGIA

Por Cintia S. Castro

Endocrinologista do IEDE há 23 anos, o Dr. Jucimar Brasil de Oliveira atua no serviço de Andrologia da instituição desde 1989. Ele ingressou no Instituto através de concurso público, em 1987, tendo passado pelo ambulatório de tireoide e pela enfermaria de Endocrinologia. “Dois anos depois, fui chamado para atuar no ambulatório de Andrologia, pelo Dr. Antonio Carlos Bonaccorsi (falecido em 2002). Não tinha nenhuma experiência no setor. Desde então, não saí mais de lá”, conta.

O Médico e o Paciente

A proximidade da relação médico-paciente na Andrologia é marcante para o Dr. Jucimar, devido a questões familiares e sociais correlatas aos problemas da saúde masculina, como a disfunção erétil.

“O grau de envolvimento e fragilidade do paciente é muito grande nesse caso. Ele se revela completamente para você. A relação médicopaciente, em outras especialidades, em geral, não é tão forte”, analisa. Um exemplo dessa situação é quando a pessoa descobre que é estéril. “O sentimento de incompetência do paciente é visível. Muitas vezes, ele perde o convívio e a autoestima. Nós, da equipe, acabamos sofrendo junto com ele, e lhe damos apoio psicológico”, relata.

O especialista, atualmente, tem trabalhado no ambulatório de endocrinologia pediátrica, com foco nas patologias correlatas à andrologia, mas que incidem na criança. Ele faz questão de enfatizar a união existente na área de Endocrinologia da instituição, “fundamental para o sucesso e a competência do IEDE”.

Um fato marcante para a trajetória do Dr. Jucimar, segundo ele, é a projeção que tem adquirido na mídia como profissional. “Como reconhecimento pelo meu serviço no IEDE, fui entrevistado por vários veículos de comunicação nos últimos anos, incluindo redes de televisão de projeção nacional. Isso tem marcado minha carreira”, comenta.

Lembranças

Entre as muitas histórias curiosas que testemunhou no IEDE, ao longo de mais de duas décadas, o Dr. Jucimar lembra-se particularmente de uma, envolvendo o Dr. Bonaccorsi. “Certa vez, um ex-travesti, com uma Bíblia na mão, entrou no hospital acompanhado de uma moça, que apresentou como sua noiva, querendo saber se poderia ter filhos. Ao examiná- lo, perguntou de que atividade se ocupava. O paciente disse que dançava em boates. A partir das brincadeiras e do estímulo do Dr. Bocaccorsi, ele começou a dançar dentro do ambulatório. Foi inesquecível”, recorda, citando a irreverência do médico.

Agradecimentos

O Dr. Jucimar sente-se particularmente agradecido ao grupo de colegas que atua no setor de Andrologia do IEDE. Ele cita o Dr. André Meirino, o qual, “mesmo não pertencendo mais ao quadro, continua colaborando conosco”. Lembra também do Dr. Fabiano Serfaty e de todos aqueles que chegaram recentemente ao setor. Ele elogia particularmente a direção do IEDE, na pessoa do Dr. Ricardo Meirelles que, em sua gerência, tem dado apoio à Andrologia.

Ao falar do IEDE, ele reafirma seu apreço pela instituição: “Aqui, os médicos trabalham porque gostam e pelo prazer de estar nesta estrutura, que nos permite o desenvolvimento técnico e profissional. E isto prende um médico”, resume.

Eu Sou o IEDE

1 - Por que você escolheu a Endocrinologia?

Durante a graduação na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Hospital Antonio Pedro, ao passar pela cadeira de Endocrinologia encontrei um serviço muito organizado, onde havia um espírito de equipe muito bom. Isto começou a despertar em mim o interesse pela área. Esse mesmo grupo me incentivou. Então, ao sair dali, fui fazer o internato em Endocrinologia, por volta de 1986.

2 – Por que você escolheu o IEDE?

Fiz um concurso estadual em 1987, para um a vaga no IEDE. Como era um serviço de referência em Endocrinologia, eu queria muito trabalhar ali. Não apenas pela tradição, pela organização, pela parte científica, como também pelo próprio corpo médico.

3 - Cite um evento marcante para você dentro da Endocrinologia.Explique o por quê.

Para mim, foi o último Encontro Anual do IEDE (ocorrido em dezembro de 2009, em Búzios), durante o qual fui responsável por uma mesa redonda, dedicada a métodos de diagnóstico ambulatorial em doenças masculinas. Foi marcante pelo tipo de envolvimento e de interação com os ex-alunos, já que a minha formação não foi feita aqui. Eu passei a conhecer o grau de comprometimento que permanece entre os ex-alunos e o IEDE. O espírito que fica aqui no hospital envolve a todos os que por aqui passam.

4 – Cite um Endocrinologista que tenha influenciado a sua carreira. Cite três coisas que você admira nessa pessoa e por que a mesma o influenciou.

Cito o Dr. Mauricio Barbosa Lima, cuja influência foi uma das razões pelas quais vim trabalhar no IEDE. Quando terminei o internato na UFF, fui classificado para o Hospital da Lagoa, onde ele atuava, e onde o conheci. Por sua ética, personalidade ímpar, seu profissionalismo e seu conhecimento, ele influenciou a minha formação. Na época em que passei no concurso, ele era o diretor do IEDE. Aqui (como chefe do Serviço de Doenças Osteometabólicas), ele continua sendo a mesma pessoa, um amigo, um companheiro. Para mim, é uma referência. Cito três qualidades suas que admiro: ética, honestidade e capacidade técnico-científica.

5 - Quem é o Endocrinologista de renome internacional que você considera mais importante em sua área? Por que?

O Dr. Amélio Godoy-Matos. Pela capacidade que teve de crescer sozinho, de se projetar de maneira ética e correta, e pela sua própria capacidade de se manter um colega, ou seja, uma pessoa acessível.

6 - Descreva o IEDE em uma frase.

Minha ilha de cultura, de amizade, de aprendizado e, numa projeção futura, onde pretendo terminar meus dias, trabalhando, enquanto eu tiver saúde.




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