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Ambulatório de Hipófise e Supra-Renal- Hiperprolactinemia
Esta rotina foi elaborada pela Dra. Dayse Caldas, da equipe do Ambulatório de Hipófise e Supra-renal.


1) INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL

  • A. Investigação Laboratorial de Prolactinoma Prolactina basal (repouso) geralmente > 100ng/ml; FSH, LH (geralmente inibidos); E2 (em geral diminuído); Testosterona no sexo masculino (em geral diminuída); Progesterona (mulheres ainda ciclando);

  • B. Investigação de Hiperprolactinemia associada a outras patologias Prolactina basal (repouso); T4 livre e TSH (hipotiroidismo primário); GH e IGF1 (somatotropinoma com produção mista); ACTH, cortisol sérico; CLU (corticotropinoma com produção mista); Cálcio iônico; Fósforo (suspeita de NEM1)*; Uréia, creatinina, TGO, TGP, FA (função renal e hepática); Investigar função hipofisária em caso de suspeita de hipopituitarismo relacionado a efeito de massa por tumor hipofisário não-funcionante; Testes de estímulo só seriam necessários se os basais não forem conclusivos; Testosterona, DHT, DHEA (em mulheres com SOP) geralmente com E2, FSH e LH elevados. * Hiperparatidoidismo está presente em 95% dos casos de NEM1. Portanto, no paciente com hipercalcemia confirmada complementar com: PTH, Gastrina, Insulina, Polipeptídeo Pancreático; TC de abdome, US de pescoço e mapeamento das paratireóides;

  • C. Detecção de Macroprolactinemia Redosagem da mesma amostra após precipitação com polietilenoglicol evidencia os valores reais de PRL livre;

  • D. Efeito Gancho ('hook effect') Pensar quando houver clínica sugestiva de macroprolactinoma com prolactina, inesperadamente, pouco elevada (principalmente sexo masculino). Ocorre com métodos de ensaios empregando duplo anticorpo numa mesma etapa.



2) INVESTIGAÇÃO RADIOLÓGICA

  • A. RM de hipófise: T1 e T2 sem contraste e T1 com contraste Vantagem: delineia melhor os limites do macroadenoma (invasão paraselar), diferencia conteúdo cístico de hemorrágico, determina relação do adenoma com o quiasma óptico;

  • B. TC de hipófise com cortes coronais (sem e com contraste) Tríade .. hipocaptação focal de contraste + desvio da haste + assimetria do assoalho selar (melhor visualização de estrutura óssea).



3) AVALIAÇÃO OFTALMOLÓGICA
Necessária em pacientes portadores de macroadenoma hipofisário com expansão supraselar para determinação do tratamento e acompanhamento. Mandatório na gestação.

  • A. Campimetria visual;
  • B. Fundo de Olho.



4) TRATAMENTO

  • A. Bromoergocripitina (BEC) - 2,5 a 7,5mg/dia VO (dividida em 2-3 tomadas diárias); Bromoergocriptina LAR - 50 a 250mg/IM/mensal;

  • B. Cabergolina - 0,5 a 3,5mg/semanal (pode ser dividida em 2 tomadas na semana); Lomustine, 5-fluoracil, procarbazine, etoposide - prolactinoma invasivo ou metastásico

Falência ao tratamento com BEC (intolerância ou resistência) pode ocorrer. Nessa situação, a Cabergolina pode ser utilizada com melhor efeito e/ou tolerância.

O tratamento com agonista dopaminérgico geralmente é permanente Na gestação (controle com campimetria e fundo de olho) o tratamento pode ser mantido nos casos de macroadenoma (ocorre aumento tumoral em 16-25% dos casos) e mais raramente nos microadenomas (aumento tumoral em 1,4 a 6% dos casos).




Rotina extraída da edição nº 44 do Jornal da ASSEX




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