ASSEX - IEDE
sobre a assex notícias eventos informações científicas fale conosco voltar para home



  • todas as publicações



ATUANDO EM OBESIDADE HIPOTALÂMICA E LIPODISTROFIAS

por Amélio F. Godoy-Matos

Amélio F. Godoy-MatosO Serviço de Metabologia-Obesidade e Síndrome Metabólica (SM-OSM) continua no seu esforço de produzir ciência dentro do que é possível fazer. No mês de abril, aconteceu o 20 Curso de Endocardiometabologia (ENDOCARDIO) coordenado pelo Dr. Amélio Godoy-Matos, chefe do Serviço de Metabologia. Esta é, no fundo, uma atividade científica do SM-OSM. Membros do Serviço, como os Drs. Rodrigo Moreira, Érika Paniago e o próprio Amélio participaram como palestrantes. Aliás, através dos seus membros, o SM-OSM esteve presente em diversas atividades científicas ao longo dos 3 últimos meses.

Na sessão clínica do dia 20/5, a cargo do SM-OSM, a Dra. Érika Paniago coordenou a apresentação de um caso clínico de obesidade hipotalâmica do ambulatório de adolescentes. O caso, de um menino de 11 anos que apresentou um craniofarigeoma operado há cerca de 14 meses, suscitou muito interesse e discussões. A Dra. Débora Ayres Saraiva apresentou o caso e a Dra. Débora Dambrauskas de Mello atuou como comentadora. O paciente, após a cirurgia do craniofaringeoma realizada no INCA, ganhou 53 Kg em cerca de um ano, ou seja, cerca de 1kg por semana! Ao apresentar-se ao ambulatório o menor chegou em cadeira de rodas e apresentava grande dificuldade de locomoção. Em apenas 2 meses, sob uso da sibutramina, perdeu 4kg e está reiniciando atividade física. Na apresentação, ficou clara a dificuldade de controlar estes casos, que apresentam grande descontrole do apetite além de redução do gasto energético. Outros pacientes com obesidade hipotalamica, como Prader-Willi, são tratados no serviço. Apesar da grande dificuldade em lidar com estes pacientes, a diretriz do serviço é proativa. A mentalidade intervencionista, medicamentosa, com eventual combinação de drogas, ou quando se fizer indicada a cirurgia bariátrica, é decorrente da grande morbidade desses casos. Assim, o serviço está aceitando o encaminhamento de novos casos de obesidade hipotalâmica para serem triados no ambulatório.

Da mesma forma, o ambulatório de lipodistrofia continua crescendo e aberto para receber novos casos, tanto para as formas familiares quanto para as adquiridas. Para suspeita de pacientes com lipodistrofia parcial ou total, é fundamental que os colegas examinem seus pacientes pedindo que fiquem vestidos apenas com roupas íntimas. Ao observar a escassez ou ausência de gordura periférica, geralmente com pseudohipertrofia muscular, e que apresentem pelo menos 1 das manifestações da tabela abaixo, o médico pode estar diante de uma lipodistrofia. Pedimos que nos encaminhem para estudo genético e melhor caracterização clínicometabólica. Lembramos que a caracterização de novos casos e identificação das famílias é essencial para a prevenção de desfechos cardiovasculares, bem como tornará o nosso serviço referência no tratamento desta doença.

  • Acúmulo preferencial de tecido adiposo em regiões troncular, facial e cervical.
    A distribuição de gordura nestes locais varia com o tipo de LFP, podendo ser inclusive normal.
  • Hirsutismo e irregularidade menstrual (oligomenorréia) em mulheres, caracterizando SOP
  • Acantose Nigricans
  • Glicemia de jejum alterada ou DM2 com hiperinsulinemia
  • hipertrigliceridemia com HDL colesterol baixo




Associação dos Ex-Alunos do Instituto Estadual de Diabetes
e Endocrinologia Luiz Capriglione (ASSEX - IEDE)
2010. Todos os direitos reservados.

criação e produção: PICTUS arte interativa