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Amélio F. Godoy-MatosRumos do serviço de metabologia

por Amélio F. Godoy-Matos
Responsável pelo serviço de Metabologia do IEDE




Em meados desse ano aposentei-me do serviço público. Assim, abro a vaga da chefia do SM e aguardo a sua ocupação pela pessoa que já está definida. O Sr. Diretor, Dr. Ricardo Meirelles, está envidando os seus melhores esforços, lutando com a terrível burocracia, para confirmar a nomeação da nova chefia. Enquanto isso, sigo na coordenação. Dentre todas as questões que me afligem, e que, de alguma forma, contribuíram para que eu, oficialmente, tomasse a decisão de me aposentar, uma que não saiu da minha cabeça foi exatamente o SM. Acho que uma pessoa mais jovem, com ares mais arejados e modernos e com mais disposição e tempo para se dedicar, pode contribuir mais com o serviço. Mas, que fique claro, me ausentar do convívio com colegas e alunos não está em cogitação.

O SM contribuiu muito para a boa reputação do IEDE nos últimos anos. Tanto na formação de alunos e residentes, como com a publicação de mais de 20 artigos na literatura internacional, alguns com grande impacto e diversas citações (até mais de 50).

As linhas de pesquisas que desenvolvemos nos últimos anos se mostraram acertadas e frutos foram colhidos. Agora, temos que as redefinir. Nunca foi fácil fazer pesquisa aqui, porque não dispomos de grande infraestrutura ou serviços de apoio à pesquisa e, muito menos, verbas. Para se ter uma ideia, mesmo que se consiga finalizar uma pesquisa com a colaboração de laboratórios ou outras universidades, ainda haverá custos com estatística (na maioria das nossas pesquisas tivemos que pagar pela análise estatística) e até com a publicação, dado que muitas revistas cobram valores altíssimos para publicar. Dessa for- Dr Amélio F. Godoy-Matos Responsável pelo Serviço de Metabologia do IEDE ma, tudo o que conseguimos foi, em última análise, devido a favores e colaborações. Isso pode desanimar e desmotivar, mas, quando vemos um trabalho ser aceito para publicação em uma boa revista e depois ser citado e valorizado, nos sentimos orgulhosos e compensados. Há um outro aspecto que merece atenção: o novo ambiente do nosso hospital, com uma diferente estrutura administrativa que requer maior demanda por consultas (em outras palavras, maior produção), diferente forma de captação e de encaminhamento de pacientes, via SISREG, o que faz com que além da demanda, também haja mais encaminhamentos errados para o SM. Tudo isso pode comprometer um pouco a já grande dificuldade de pesquisa.

Aponto aqui, portanto, algumas sugestões para o futuro do Serviço: 1-a presença nos ambulatórios do chefe do SM, atuando junto com os colegas do staff, orientando os alunos, discutindo e aprendendo juntos. Essa é uma característica inconfundível do SM e que, quero crer, tem sido de grande apelo junto aos nossos alunos e colegas mais novos. 2- Manutenção das colaborações nacionais, razão maior da nossa produção cientifica, e criação de novas colaborações internacionais.

Para isso, temos que ter projetos bem estabelecidos e com protocolos definidos. 3- Procurar colaboração com laboratórios famaceuticos, de análises clínicas ou de radiologia. Nesse caso, é exatamente dar continuidade ao que já fazemos. Os nossos estudos de composição corporal em obesidade, lipodistrofia e relação do volume das adrenais com a gordura visceral, atestam que a parceria com a radiologia deu muitos frutos. 4- Criação de um banco de dados. Já tentamos no passado, mas infelizmente não conseguimos progredir. Apenas os pacientes do ambulatório de lipodistrofia estão com todos os seus dados em banco. Não é tarefa fácil, já que nossos atendimentos continuam sendo com prontuário em papel. 5- Sugestão para reacender um pouco o nosso interesse em obesidade e síndrome metabólica. É fato que, com a escassez absoluta de antigos e novos medicamentos antiobesidade e, principalmente, com a invasão de práticas antiéticas e muita falácia nutricional nesse nosso campo, o interesse pelo estudo e pesquisa em obesidade esmaeceu. Resta-nos, afinal, ter maior criatividade para achar motos de pesquisas simples, de baixo custo e de relevância. 6-Por último, instar a PUC e a coordenação do curso de pós-graduação, a fornecer subsídios para pesquisa e, porque não, para a assistência de pacientes. Se de um lado essa é uma parceria longa e deveras importante, deve-se, a bem da verdade reclamar que para as 3 vocações do IEDE (assistencia, pesquisa e ensino) a PUC apenas vem contribuindo a última.

Serviço de Metabologia em 2015:

Ambulatório de Dislipidemia:

  • Dra Marise Sousa
  • Dra Márcia Helena Soares Costa
  • Dra Patricia Echenique
  • Dr Adriano Lacerda
  • Dr Rodrigo Moreira (colaborador)
  • Dra Cynthia Valerio (colaboradora)

Ambulatório de Lipodistrofia:

  • Dra Márcia Helena Soares Costa
  • Dra Cynthia Valerio (colaboradora)

Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica no Adolescente:

  • Dr Adriano Lacerda

Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica no Adulto:

  • Dra Marise Sousa
  • Dra Márcia Helena Soares Costa
  • Dra Denise Medeiros do Nascimento
  • Dra Patricia Echenique
  • Dr Adriano Lacerda
  • Dra Lucia Carraro (colaboradora)
  • Dra Lilian Mattos (colaboradora)
  • Dr Antônio Carlos Alvarenga (colaborador)

Colaboradores do ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do adulto:

  • Dra Luciana Lopes
  • Dra Erika Paniag
  • Dr Roberto Zagury
  • Dr Ricardo de Oliveira




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